Literatura Okinawana e o Prêmio Akutagawa

Este curso inédito do site Japanologia se debruça sobre algumas das maiores expressões da literatura okinawana que alcançaram o máximo da premiação literária japonesa, O Prêmio Akutagawa, sendo eles o próprio Oshiro Tatsuhiro (vencedor em 1967 com Kakuteru Pa-ti), Higashi Mineo (vencedor em 1971 com Okinawa no Shonen) e Medoruma Shun (vencedor em 1997 com Suiteki).

24/01, 31/01, 7/02 e 14/12, terças-feiras, das 20h às 22h.

Sobre o curso

Criado em 1935 por Kan Kikuchi, o Prêmio Akutagawa é uma das maiores premiações de literatura do Japão. Concedido a cada dois anos e patrocinado pela Sociedade para a Promoção da Literatura Japonesa, o Prêmio Akutagawa homenageia Ryūnosuke Akutagawa (1892-1927), o “pai do conto japonês”, galardeando o vencedor ou a vencedora com um relógio de bolso, uma quantidade expressiva em ienes e, o mais significativo, um imenso prestígio no cenário literário japonês.

Embora prosas e poesias okinawanas tenham recebido certa notoriedade desde a primeira década de século XX, foi apenas em 1967 que um escritor do arquipélago venceu o Prêmio Akutagawa. Oshiro Tatsuhiro (1925-2020) recebeu a condecoração máxima pela novela Kakuteru Pa-ti, abrindo as portas para o reconhecimento de outros/as autores nos anos seguintes.

Este curso inédito do site Japanologia se debruça sobre algumas das maiores expressões da literatura okinawana que alcançaram o máximo da premiação literária japonesa, O Prêmio Akutagawa, sendo eles o próprio Oshiro Tatsuhiro (vencedor em 1967 com Kakuteru Pa-ti), Higashi Mineo (vencedor em 1971 com Okinawa no Shonen) e Medoruma Shun (vencedor em 1997 com Suiteki).

Para além do primeiro encontro, este voltado para uma introdução à literatura okinawana contemporânea, os demais serão dedicados à análise dos textos vencedores já supracitados, Kakuteru Pa-ti, Okinawa no Shonen e Suiteki.

| Aula 1 – Introdução à Literatura Okinawana Contemporânea

| Aula 2 – Análise da novela Kakuteru Pa-ti de Oshiro Tatsuhiro (1967)

| Aula 3 – Análise da novela Okinawa no Shonen de Higashi Mineo (1971)

| Aula 4 – Análise do conto Suiteki, de Medoruma Sun (1997)

Sobre a Literatura Okinawa contemporânea

A literatura okinawana contemporânea é notadamente reconhecida pela reivindicação identitária atravessada pelo protesto e resistência. Por meio de palavras, autores e autoras okinawanos/as expõem as tensões presentes em Okinawa diante da violenta anexação ao Império Japonês em 1879, além das relações conflituosas diante da Ocupação Norte-Americana (1945-1972). Pela leitura desses textos podemos acessar algumas das maneiras como os próprios okinawanos e okinawanas se pensam e se posicionam num mundo ocupado.

Diante do sucesso dos cursos anteriores “Ilhas de Protesto” e “Exposição do Sul” oferecidos em 2022, o site Japanologia inicia suas atividades de 2023 analisando algumas das principais obras literárias do arquipélago ryukyuano. As análises são entremeadas com o auxílio da Antropologia Social e dos Estudos Ryukyuanos (Ryukyugaku).

Quando: 24/01, 31/01, 7/02 e 14/12, terças-feiras, das 20h às 22h.

Informação importante: as aulas também ficarão disponíveis off-line para que os alunos inscritos possam acessar o conteúdo posteriormente, além da disponibilização de material suplementar.


Duração e formato

4 encontros de 2 horas cada (com intervalo e momento de discussão), ministrados ao vivo no aplicativo Zoom.

Para quem este curso é voltado

Este curso é voltado para todos os interessados nas temáticas referentes à Okinawa, cultura okinawana, cultura japonesa e ao Japão. Por conta do caráter multidisciplinar dos Estudos Ryukyuanos, este curso é voltado para uma ampla gama de interesses das Ciências Humanas, em especial Antropologia Social, História, Psicologia e Sociologia.

Facilitador

Prof. Dr. Victor Hugo Kebbe – Doutor em Antropologia Social pela UFSCar; ex-fellow de Japanese Studies/Intellectual Exchange da Japan Foundation (Tokyo, Japão); ex-pesquisador associado da Faculdade de Educação da Shizuoka University (Shizuoka, Japão); ex-pesquisador associado do Nanzan Anthropological Institute e do Nanzan Institute for Religion and Culture (Nagoya, Japão); Pós-Doutor pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, UFSCar e Nanzan University.