É impressionante o feixe de sensações que Kyoto deixa em cada um de seus visitantes. Capital do Japão entre 784 e 1868, Heian-kyō, hoje Kyoto, foi símbolo da influência da alta cultura chinesa do século VII, efeito de uma comitiva de diplomatas, pensadores e artistas que visitou o continente chinês em busca de aprendizado.
Tal visita no Período Heian foi responsável pela introdução dos ideogramas chineses, costumes, artes e reformas políticas sem precedentes, conhecidas como Reformas Taika. Foi nesse período que o Japão conheceu uma de suas maiores e mais importantes marcas identitárias, o Budismo.

Kyoto é uma cidade de imagens, sons, cheiros e gostos. Por conta de seu passado histórico ligado à corte, Kyoto ainda é considerada o lar da culinária rebuscada e das artes. Assim como um retiro espiritual religioso, Kyoto é destino de todos os que desejam conhecer um Japão de um passado longínquo, para alguns, um bastião da cultura japonesa tradicional.

Kyoto é a terra das artes. Teatro Noh, Kabuki e Kyogen são venerados. Os arranjos florais do Ikebana e demais expressões artísticas ligadas ao zen-budismo dominam as lojas, dentre elas, a Cerimônia e o culto ao Chá. O Chaísmo é considerado a expressão máxima ou síntese perfeita da cultura japonesa, reunindo em um ritual bastante complexo a ética budista da impermanência, o culto da imperfeição do wabi sabi, aspectos da etiqueta da vida cotidiana e a estética japonesa.
Kyoto foi poupada dos bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial, preservando assim, construções históricas de valor inestimável, em sua grande maioria, intactas. Guerras, tufões, terremotos e tsunamis não foram páreo para a beleza de Kyoto.

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Victor Hugo Kebbe
